
Prince Rogers Nelson (Minneapolis, 7 de junho de 1958) é um músico multi-instrumentista e dançarino norte-americano. A sua música mistura diversos generos musicais como funk, R&B, soul, new wave, jazz, rock, pop e hip hop. Foi considerado o 33º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone.1
Prince tem a habilidade de juntar elementos de todos estes estilos musicais fazendo uso de sintetizadores e Bateria eletronica desde o início da sua carreira no fim dos anos 1970, tornando conhecido o som de Minneapolis, que influencia muitos artistas até hoje. Já vendeu mais de 100 milhões de álbuns em todo o mundo.
Prince tem a reputação de ser um workaholic, seja a trabalhar nas suas músicas ou a produzir outros artistas até o ponto de deixar muito material inédito na gaveta. Considerado um perfeccionista, Prince tem a imagem de uma pessoa difícil de se trabalhar e por ser altamente protector de sua música. Escreve, compõe e produz todas as suas músicas. Também toca todos os instrumentos nos seus álbuns. Muitos críticos elogiam seu trabalho pela sua versatilidade em compor, tocar, cantar e dançar, fazendo da sua performance em palco algo extraordinário.





O músico inglês Bryan Ferry, nascido em 26 de setembro de 1945, alcançou fama ao se tornar vocalista do grupo Roxy Music, banda que formou com o baixista Graham Simpson em 1970. O grupo entrou para a história como a principal influência do movimento New Wave que assolou a Inglaterra e o resto do mundo nos anos 80, fornecendo um novo modelo para o início do movimento punk e grupos eletrônicos da época. O som do Roxy Music aliava o rock progressivo ao visual glitter. O grande espaço reservado aos sintetizadores, comandados por Brian Eno, deu o tom peculiar à música da banda. Bryan Ferry e Brian Eno tiveram bastante êxito em suas respectivas carreiras solo.
O jeito extremamente intrigante, sedutor, magnético e sofisticado caracterizam a performance musical de Bryan Ferry, com suas canções e baladas sensuais, ritmos provocantes e uma incrível voz suave e ao mesmo tempo marcante.
Bryan Ferry dissolveu o grupo Roxy Music em 1983 e começou a dedicar-se integralmente à sua carreira solo, lançando vários álbuns de sucesso, como Boys and Girls, Bête Noire e Taxi. O álbum de 1987, Bête Noire, trouxe canções que se tornaram hits conhecidos mundialmente, como Kiss & Tell, bastante dançante, The Right Stuff, uma balada bem sugestiva, com seus backing vocals femininos e sensuais, e Limbo. O álbum Boys & Girls, lançado em 1985, trazia a canção Slave To Love, tema do grande sucesso cinematográfico de 1986, 9 ½ Semanas de Amor, que levou ao estrelato os até então não muito conhecidos atores Mickey Rourke e Kim Basinger.
Em 2002, Ferry lança o álbum “Frantic”. “Frantic” não é o tipo de palavra que uma pessoa normalmente associaria à percepção popular de Bryan Ferry. Significa frenético, desvairado, fora de si. De fato, este álbum está imbuído de um vigor geralmente ocultado por Ferry: talvez esteja mais ligado às canções do obcecado pela textura, com diversos ganchos assassinos. O álbum é um conjunto de canções enérgicas, efervescentes e estilisticamente compostas pelo cantor, com um punhado de regravações emocionalmente carregadas. Impulsionado pela triunfante turnê que reuniu o Roxy Music em 2001, Ferry soa mais contundente do que nunca neste notável trabalho.
Em fevereiro de 2003, Ferry esteve em São Paulo e no Rio de Janeiro para a fase brasileira de sua turnê “Frantic”.
Em 2006, Ferry retornou aos estúdios para gravar um álbum em tributo à Bob Dylan, “Dylanesque”, que foi lançado agora no mês de março. A partir de maio de 2007, Ferry fará uma turnê por toda a Europa afim de promover este último trabalho.
Oportuna, a música de Bryan Ferry continua seduzindo e surpreendendo.


Ele é uma das maiores lendas do blues. Nascido McKinley Morganfield, no dia 4 de abril de 1915 na pequena Rolling Fork, no Mississippi, Muddy Waters - apelido recebido ainda menino - fez de tudo na vida até se tornar um dos maiores nomes do estilo. Desde sua primeira gravação em 1948, até sua morte no dia 30 de abril de 1983, aos 68 anos, Muddy tocou com várias gerações de músicos e ensinou a muitos a arte mais pura que aprendeu quando era um menino que pulava nas "águas barrentas" do velho Mississippi. Folk Singer marca um grande momento de sua vida, ao tocar com dois gigantes do blues: o baixista Willie Dixon e um guitarrista novo que ele mesmo trouxe e depois faria nome, sendo um dos grandes ídolos de Jimi Hendrix e Eric Clapton: Buddy Guy.

Na década de 60, a carreira de Muddy Waters atravessava um momento tão turvo quanto as águas do velho Mississippi. Há cinco anos sem um grande sucesso, Muddy era um nome mais lembrado do que tocado.
Em 1963 a América assistia o nascimento de uma cena folk, embalada por Peter, Paul & Mary, The Kingston Trio e até o novato Bob Dylan.
Assim, Leonard e Phil Chess, donos da lendária gravadora Chess, acharam que poderiam capitalizar algum com a nova tendência se colocassem seu velho bluesmen para gravarem blues acústicos.
Um dos primeiros a receber tal proposta foi Muddy Waters, que aceitou sem pensar, até porque gravações nesse estilo não era segredo algum para ele.
Era, igualmente, uma época boa para os velhos bluesmen que começavam a tocar novamente em universidades para garotos brancos e começavam a ganhar algum dinheiro após anos de penúrias.
Assim, Leonard e Phil pediram a Muddy que viajasse ao Mississippi para trazer alguns músicos para tocarem em uma gravação.
Muddy só riu e pediu para que agendassem a sessão para o dia seguinte.
Desa maneira, Muddy chega aos estúdios acompanhados de três músicos - o baterista Clifton James, o excepcional baixista e compositor Willie Dixon e um garoto quietinho, na outra guitarra: Buddy Guy.